segunda-feira, 18 de julho de 2011

o sonho

Hoje apetecia-me provar a natureza, tocar os seus encantos, beijar-lhe os aromas, saborear-lhe o vento mágico, escutar a sua melodia harmónica que paira no ar quando se acredita na vida. Quando se quer viver. É tudo tão bom, tão perfeito... Tal como no sonho que sonhei. Recheado de paixão pela vida, e por ti. Ou por ti, e consequentemente pela vida, como quiseres interpretar.
Contigo ao meu lado o mundo cinzento ganhava as cores do arco-iris, o cheiro da poluição ganhava cheiro a maresia, o stress da cidade enchia-se de uma calmaria que sabia bem que quase igualava a de um campo recheado de flores e árvores e passarinhos cantando no meio da sua ingenuidade. Conheci um lado perfeito do mundo. Aquele que ainda nunca antes havia visto. Foi um sonho mas parecia bem real. Acordei. E vi que permanecia tudo igual, mas não te tinha ao meu lado. Passei a mão pela cama e tu não estavas lá. Nunca tinhas estado. Percebi que o que me alimentava, o que tornava o meu mundo banal em algo perfeito, era o sentimento que tinha por ti: tão puro, tão simples de tão complexo que era, tão inocente, tão capaz de mover montanhas, e de tornar o meu mundo perfeito. Tu fazias toda a diferente, e o sentimento que tinha por ti dava-me asas para voar... na tua direcção.

Sem comentários:

Enviar um comentário