Apetecia-me escrever. Mas não sabia o que dizer ou por onde começar. Apetecia-me escrever porque sim, e SÓ porque sim. Porque não estava bem. Porque há horas que não me dizias nada. Queria chorar, gritar a todo o mundo o sufoco que sinto, a indecisão, o impasse que paira por aqui nos últimos tempos. Queria tanto poder ter-te aqui assim, bem juntinhos, embrulhados num abraço profundamente apaixonado, fundidos num só, sem que se percebesse sequer onde começava o "eu" e acabava o "tu". Queria poder olhar-te nos olhos e sentir que tudo aquilo que alguma vez disse sentir, disse desejar, era ternamente correspondido. Finalmente ansiava poder ouvir, dito somente pela tua voz, que estavas disposto a entregar-te a mim, de uma forma tão ingénua como eu me quero entregar a ti. Seriamos eternas crianças, perdidas nos encantos um do outro, naquela cumplicidade inigualavel, que seria só nossa. Eu e tu... e o mundo e os pássaros e as árvores e o céu e o mar e tudo aquilo que nos envolvia seriam apenas meros espectadores, ou personagens secundárias, figurantes alguns, do nosso romance, da nossa história de amor.
"Queria(...)queria(...)queria" digo repetidamente com um aperto no peito bem mais forte que possas imaginar. Mas infelizmente "querer" não é "poder". Querer é sonhar, ansiar, é chorar, gritar, é guardar segredo, é esconder por vezes... Eu quero-te, quero-te a ti, quero-nos a NÓS.
Tu não me queres. Queres um outro alguém que só te traz sofrimento. Isso deixa-me um tanto ou quanto angustiada devo confessar. "Mas não se manda nos sentimentos" haverá frase mais popular?
Então, siga ... The life must go on! Há que fazer por isso... Preciso apenas de uma palavra, para saber se hei-de marcar e para quando a minha despedida!
terça-feira, 28 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
luta comigo, por nós @
Hoje grito, grito bem alto aos sete mares , a todos os cantos do mundo o quanto te quero. Quero-te não para mim, mas para te poder mostrar ao mundo. Poder mostrar como és lindo, como brilhas por dentro, como escondes um pequeno grande tesouro dentro de ti. Quero poder sentir-te, tocar-te, cheirar-te, abraçar-te e nunca mais te largar. Anseio provar os teus pequenos dons, escutar as tuas doces palavras, aprender com as tuas lições de vida. Espero um dia entender como mudas toda a gente por onde passas, como fazes nascer um desejo de ti onde quer que chegues e quando partes...bem, quando partes todos choram. És especial. Não entendo ainda por quê mas crias-me uma espécie de formigueiro na barriga, adrenalina, o coração aos saltos! AMOR ...
Quando o telefone toca e és tu a chamar por mim o resto do mundo pára para mim, ou talvez seja eu que o páro a ele. Depois oiço a tua voz do outro lado da linha e solto um sorriso, depois sorris tu e eu solto uma gargalhada... aí entendo que o teu bem estar é para mim a perfeição.
Antes de adormecer olho em torno de mim mesma, procurando talvez um vestígio ou rasto de ti que estás a partir sem me dizeres o porquê, sem sequer lutares comigo. Tento encontrar uma resposta, uma justificação, sinto que não sou suficiente. E choro. Choro a tua partida como se não houvesse amanhã. Cada lágrima que me arranha o rosto e me arranca pedaços do coração é somente um pouco de ti. Choro quando penso, choro quando tento dormir, choro quando acordo, choro... por ti. Por te estar a perder sem nunca te ter tido. Contradigo-me a cada palavra, tropeço a cada passo, engasgo-me em cada tentativa de me expressar. Desisto a cada suspiro.
E volta-se a repetir a frase que tantas vezes disse. Hoje choro, tudo porque não me deixas amar-te :(
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