domingo, 28 de novembro de 2010

amar ? para quê ?

Impressionante como deixei que me prendesses, que devorasses o meu mundo como se nada mais existisse... Dum dia para o outro todo o meu mundo se resumiu a ti, e hoje sinto-me perdida sem ti por perto, atingida com toda essa tua indiferença, magoa...
Magoa a ilusão em que me fizeste viver para dum momento para o outro ver o mundo desabar com uma rejeição mais que custosa.
É o voltar de toda uma fase indesejada e rejeitada com tudo aquilo que eu sou, tudo aquilo que eu tenho. Queria-te perto, queria poder sorrir para ti, mas tu tiraste toda a cor do meu mundo cor-de-rosa (contigo)... Hoje nada faz sentido, hoje nada é real, apenas o amor que sinto por ti, motivo antigo de motivação, faz algum tipo de sentido. Ou não. Sim, talvez não... Amor platónico, paixão ardente...amor verdadeiro, talvez não... Dor real e tudo menos platónica, sim. Coração magoado. A seta do cupido voltou a falhar ...
Hoje observo-te aí, longe de tudo, longe de mim... Olhos que não vêem, coração que não sente... Os meus olhos não deixam de te ver, a cada segundo és presença constante.
Na noite escura, o olhar para as estrelas, a lua, tu estás lá, adormeço finalmente, depois de horas perdidas em pensamentos e ilusões sem sentido, voltas a aparecer, roubo-te um beijo inesperado, e somos felizes. Acordo. E de novo preenches o meu pensamento e roubas-me de vez o coração. Eu choro, nem forças tenho para sorrir como dantes, vivendo na esperança de um dia tu veres em mim, mais do que uma simples conhecida...


terça-feira, 26 de outubro de 2010

ser humano

era um mundo em que tudo voltara a fazer sentido: a terra voltara a girar na sua própria órbita; os pássaros cantavam com o nascer do sol; os bebés comiam, dormiam, e choravam, limitavam-se a essa sua vida monótona, guardando forças para que um dia quando crescessem pudessem sorrir e dizerem-se felizes; os desenhos das crianças retratavam apenas aquela realidadezinha tão tipica (as nuvens e o sol sobre o céu azul, uma imensidão de relva regada com flores, árvores e uma ou outra casinha com uma chaminé fumegante no telhado, duas janelas, uma portinha pequena); a familia não era mais nem menos que a mamã, o papá, o menino e a menina, todos com um sorriso estampado nos lábios; não falando dos namorados de mão dada, numa troca constante de caricias, sentados num banco de jardim, beijados pelo calor da Primavera que se fazia sentir ao longo de todo ano, perante tal cenário. Sim, era aquilo que eu sempre achara a realidade. Irónico como só ao fim de 16 anos de vida, se acorda para a realidade.
É, acordei, infelizmente e com necessidades de afecto... Ridiculo talvez, mas afinal não é todo o ser humano ridiculo?! Como diria o outro "ainda mal"! Mas é!
Há que entender que não há um mundo perfeito, como o desse ideal de vida que nos incumbem à medida que crescemos! Eu aprendi isso... Ou tenho aprendido.
Basicamente: não te deixes enganar por esse mundo hipócrita que há à tua volta. Sim, tenho dito! Dito e feito.
Pois, agora se me conheces estás a pensar para ti "tanta teórica e tão pouca prática"... É, talvez até tenha que te dar razão desta vez. Sim, eu ponho o orgulho de lado e rebaixo-me mais uma vez. É verdade, toda esta ingenuidade faz-me cair tão constantemente nos mesmos erros, e mais, de cada vez que digo que foi a última... ups, e a frase é para repetir. Repito-a vezes sem conta, e nunca mais tem fim.
Mais uma vez me revejo no espelho do ser humano ridiculo. Quer tanto ser feliz e só luta pela infelicidade. É frustrante, angustiante, chega ao ponto de irracionalidade extrema.
"Estou bem aonde não estou, quero ir aonde não vou" , lá dizia a velha canção, e não é verdade? Só queremos aquilo que não podemos ter, só gostamos daquilo que nos faz sofrer.
Sim, sim, sim, nunca gostei de coisas fáceis, é certo e sabido, mas também qual é a lógica de gostar de algo que nunca me vai, aparentemente, fazer feliz?
Ultimamente é "cada tiro cada melro", não acerto uma ! Mas, pois claro, "tudo se há-de compor". Frase mais vulgar é impossivel... estou cansada de a ouvir e dizer, mas deve ser uma espécie de anestesia para a alma. Dói? Então diz-se ou pensa-se que tudo se há-de compor e a dor é minimizada ,mas os efeitos, oh esses ficam lá. Mais uma vez se vê a ridicularidade do ser humano... Em vez de lutar pela felicidade luta pela infelicidade, como já disse, e ainda mais estupendo é que enquanto luta pela infelicidade espera que a felicidade lhe caia em cima...
Suficientemente baralhados? Perfeito, é que eu também estou.
Mais que baralhada estou quase com uma overdose de anestesias para a alma, portanto vou parar por aqui. E vocês não anestesiem a vossa alma nem lutem pela vossa infelicidade! Lutem por aquilo que merece isso de vocês e não esperem que a felicidade esteja na primeira esquina por onde passarem ...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PR !

nunca falei contigo, é certo. sempre te admirei, de longe. confesso que sempre me despertaste um pouco de interesse na medida em que ao ver-te a curiosidade em conhecer a tua história surgiu. é verdade que pudesse parecer perconceito, mas não, não, não, nunca foi. pareceste-me um menino especial, e quando conheci a tua história, bem aí passaste a ser um alguém importante para mim. ridiculo talvez, mas a tua história tocou-me tanto que daí para a frente eu tinha que saber mais, tinha e queria. fui sempre sabendo, tudooo. sem que tu nunca soubesses talvez da minha existância.a tua força, a tua coragem sempre foram incriveis e admiraveis. hoje digo-te que sou uma espécie de fã, admiro-te e sempre te admirei, de cada vez que me contavam mais uma batalha e uma vitória tuas.não duvido que marcaste a vida de muita gente pela tua maneira de ser, e os teus amigos, bem esses nuncaaaa te vão esquecer.
é dificil ver alguém partir assim, alguém forte como ele sempre foi... mas a vida é assim, injusta.
foi um exemplo de força, coragem... um exemplo de vida! e é assim que, pelo menos, vai ficar gravado na minha memória...
PR !

terça-feira, 10 de agosto de 2010

pois é ...

sim. é pena que por vezes seja tarde tarde até demais. mas é aí que percebemos o bom da vida, quando ele já cá não está. quando nos rejeita dizendo que não demos o devido valor, pois é ! é pena. lastimável até, no meu ponto de vista. mas isto sou só eu a vaguear por aí, falando sempre numa prespectiva triste e amargurada enquanto encaro a vida com um sorriso na cara. estranho não? talvez. simplesmente aprendi a viver com as desilusões daqueles que me rodeiam. voltando ao assunto que me levou HOJE a escrever é triste ver que só queremos aquilo que não temos. quando é nosso, desprezamos - talvez não da forma que estamos habituados a entender por desprezar, mas acredito que haja várias formas de desprezo - quando não temos percebemos como fomos hipócritas. é, eu já passei por isso. e talvez por isso não consiga fazer os outros passarem pelo mesmo também. mas há um dia - o dia - em que perdemos as estribeiras e deixamos cair a nossa própria dignidade, mais que isso passamos a pensar PRIMEIRO em nós e depois nos OUTROS - ao ponto de nos chamarem egoístas - e aí sim, encontramos a nossa felicidade.
também vais ter que perder para perceberes que te faz falta?

domingo, 1 de agosto de 2010

4 pegadas

Hoje sei que deixei as minhas pegadas na areia por onde passei, simples, inocentes...mais que isso, únicas.
Aquelas pegadas são diferentes de todos os milhares de pegadas que por lá passaram. Algumas passaram-lhes por cima, outras gritavam por baixo delas, mas nem assim as minhas pegadas deixaram de um dia lá terem sido gravadas. Podiam remover toda a areia das praias, podiam vir as ondas mais fortes e apagar as minhas pegadas dali, podiam passar uns pés maiores que os meus que as abafariam, mas tenho uma certeza: um dia, no dia em que eu por lá passei, as minhas pegadas marcaram aquela praia. Mudaram-na. Também sei que nem as minhas próprias pegadas são iguais entre si de cada vez que piso a areia. Ou porque fiz um pouco mais de força nos dedos do pé, ou porque vinquei o calcanhar, ou pelo simples facto de umas vezes correr pela praia e outras andar calmamente... Por mais que tentasse nunca conseguiria desenhar uma pegada EXACTAMENTE igual à anterior.
Na vida também deixo muitas pegadas por aí. Com certeza que muitas são passadas por cima e esquecidas, outras são levadas pelo mar e é chorada a sua ausência, outras simplesmente são vividas e guardadas no coração. Essas pegadas que alguns guardam no coração são talvez as mais bonitas e torná-las cada vez mais especiais é simples: agarras-me a mão com a amizade que me dás e eu não caio, simplesmente sigo o meu caminho contigo a meu lado, em frente e aí deixo de desenhar duas pegadas a cada instante e passo a desenhar quatro pegadas...
São essas quatro pegadas que é bonito ver. E por mais ondas, pés gigantescos e fúteis, ventanias infernais, as nossas pegadas jamais serão apagadas do areal por onde passámos.
A essas quatro pegadas eu chamei um dia amizade ...


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Achavam que eu tinha crescido?


Queria de novo o sorriso sincero; as barbies; as despreocupações; o brilho e a humildade no olhar; a sinceridade em cada palavra; o coração sempre aberto...
Queria voltar à escola primária onde teimava que todos os dias os iogurtes que a minha mãe me mandava estavam estragados na tentativa de não ter que os comer; quando todos os dias ao chegar a casa o discurso era:
Mãe: "Então Inês como correu a escola?"
Inês: "Mais ou menos"
Mãe: "Então? O que se passou?"
Inês: "Oh... Foi a lingua e o rabo"
(Subentenda-se que por "lingua" e "rabo" eu pretendia dizer que não me tinha calado um minuto e que não tinha parado quieta na cadeira por um instante que fosse).
Era lá que aprendia tudo e mais alguma coisa com as canções da professora Anabela (que merece estar num altar por aturar as nossas traquinisses e contá-las com uma alegria imensa).
Quando subia às mesas e arrancava as protecções das tomadas com os dentes, e no colégio sabia todas as fofoquisses e mais algumas... Sim, quando tudo era cor-de-rosa.
Quando sorria sem motivo aparentemente, apenas porque SIIMMMMM !
Ainda me lembro do dia em que entrei para a primária e me sentei na mesa com a Rafaela e a Mafalda, era tudo tãoooooooo simpleeees +.+
Quando exigia que me chamassem Maria Cachucha (porque qualquer pessoa no seu perfeito juízo considera que Maria Cachucha é...sei lá... um nome mais atractivo que Inês, não? (a) )
Quando para cada roupa tinha que ter um perfume a combinar, e passava tardes a pintar os cabelos às bonecas...
Pah , obrigada a todos os que se cruzaram comigo em todo este caminho...
Aos namorados (de um ou dois dias)
Aos santos dos professores que tiveram paciencia para me aturar
Aos amigos que ficaram marcados pela positiva
Aos "amigos" que ficaram marcados pela negativa por me terem feito perceber que gente assim não interessa, e me terem tornado superior
Aos conhecidos
Às pessoas que passavam por mim na rua e me roubavam alguns segundos da minha atenção
Obrigada aos meus papás, por me darem a possibilidade de ter motivos para vos agradecer a todos !
Quero a minha infância de volta, mas não trocava a minha adolescência e (a alguma) liberdade que tenho por nada deste mundo!!



quarta-feira, 16 de junho de 2010

bem-me-quer ; mal-me-quer


abro os olhos , mas pareço nao acordar deste sonho! Parece tudo taao estranho... mas o que aconteceu afinal?
os olhares, os toques, os insultos como forma de chamar a atençao, criaram um clima de magia, fizeram renascer daquele beijo a chama do amor que parecia estar apagada.. gestos tao simples que te trouxeram de volta, e so consigo ter medo de voltar a repetir a historia em que eu sou a triste iludida e sonhadora que sofre quando o principe encantado parte ...
sera que temos um final feliz a nossa espera no final deste capitulo do nosso livro? sera que tudo vai fazer sentido algum dia?
a distancia assusta-me, e a ideia de te perder ainda mais ... precisava de novo de ti , mas afinal onde e que tu estas ? o que e que tu queres ?
ainda nao consegui acordar deste sonhoo ... e anseio por saber o seu final , o nosso final ... e esse, esse esta nas maos do destino, do acaso ...

terça-feira, 18 de maio de 2010

nunca mais ...

Por vezes é preciso sermos mais fortes que os nossos próprios medos, ir além dos nossos próprios horizontes, ver por detrás dos escombros do mundo que nos caiu em cima,
É preciso saber encontrar um sorriso por detrás da lágrima que nos acaricia o rosto, encontrar a felicidade por detrás da angústia que nos atormenta, encontrar a coragem por detrás da falta de força de vontade que nos persegue a toda a hora, todo o instante.
É preciso encarar o medo e a realidade fria de frente. Tudo isto é preciso, não pensem que não o sei... o pior é que do que se deve ou tem que fazer ao se quer e consegue fazer cada vez existe um abismo maior e o meu abismo faz-me desistir de ser feliz, tudo porque alguém, um dia me mostrou o fim.

terça-feira, 11 de maio de 2010

não me olhes, mas observa-me ...


Quando os olhares se cruzam e nada resta para além dum vazio assombroso, as lágrimas escorrem pelo rosto inocente de quem sofre por um amor não correspondido. parece que uma força superior nos consome e, numa questão de segundos, o mundo desaba e nós, sentados num banco isolado dum jardim murcho, observamos aquele espectáculo como se de um filme se tratasse, esquecendo que é da nossa vida que se trata e deixando-a escapar por entre os dedos. Vendo-a partir agarrada a um velho amor, sem fazer nada para o mudar. até se torna absurdo descermos tão baixo, suplicar como se não houvesse amanhã que tu voltasses para mim. simplesmente não dá, foste bem claro nas palavras sinceras que disseste: NÃO DÁ !! agora não vou dizer que me resta esperar, com os olhos no chão, inundados por lágrimas infelizes, mas sim há que seguir em frente, ser mais forte que o sentimento repugnante que se apoderou de mim e, de uma forma mais determinada que nunca, seguir em frente, sem olhar para trás, encarar o vento com o rosto firme !
Tudo porque não me deixas poder amar-te ...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

será a lei da vida ?

Sim, eu sei que até pode ser a lei da vida... tudo o que começa tem o fim contado.. simplesmente acreditei que nós podiamos vir a ser diferentes. A verdade é que me convenci disso e agora estou para aqui agarrada aos bocadinhos do meu coração que não levaste contigo, a tentar uni-los de modo a encontrar algum reconforto. Mas não está fácil ... Ainda hoje aconteceu tudo e talvez já nem me lembre do nosso último beijo ... Mas lembro-me do teu toque, do sabor dos teus lábios, do teu olhar, a tua voz ecoa a toda hora na minha cabeça, aliada à tua imagem reproduzida no coração... Tudo o que eu queria era que me voltasses a fazer sorrir. Não o esquecimento, não outra pessoa, apenas tu!! Eu amei-te, amei-te com todas as forças, conjugo o verbo no passado talvez com a tentativa de me convencer a mim mesma de que já não te amo... mas não é verdade. Posso enganar qualquer um menos duas pessoas ... a mim mesma e a minha mãe... Sempre foi assim, não é agora que vai mudar. é difícil estar para aqui a escrever sobre o nosso fim, é estranho . mas sempre soubeste que é a unica maneira de me animar. Costumavas ser tu a dizer-me como gostavas daquilo que eu escrevia, das palavras bonitas que te dizia... E hoje, hoje sou eu que digo, coisa que nunca te disse, sempre gostei quando me falavas do coração. não por intermédio de um papel, pois na verdade, nunca precisaste dele. Eras mais directo, mais simples, mas não menos sincero e sentido.
Obrigada por me teres feito feliz ...

sábado, 1 de maio de 2010

psiuu , e parares , nãão ?


Sim, sentei-me à espera que por obra e graça do espírito santo uma tal de inspiração me inundasse de palavras bonitas mas, decididamente, que hoje não é o dia certo para tentar mostrar quaisquer dotes linguisticos.
Os olhos, esses não saem do telemóvel e tu não me sais da cabeça. Aquela velha ideia de que te estás a divertir à grande comigo por longe. Banalidades que não nos saem da cabeça. Não que eu não confie em ti, só não suporto a ideia de saber que há "meninas" a olhar para ti com segundas intenções... Enfim .. Estupidezes de quem ama -.-

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

o medo que tenho de ti


Eu podia dizer mil e uma palavras afim de chegar e de vos fazer a vocês chegarem a alguma conclusão, mas já percebi que não vale a pena ...

Eu queria mostrar-te a falta que a tua ausência me traz e a felicidade que ilumina o meu sorriso quando estás por perto. Mas mais que isso queria que entendesses o medo que tenho de te perder $: tenho medo que te canses de mim, de nós... tenho medo que apareça uma outra pessoa que prenda a tua atenção e se torne mais especial do que eu sou para ti... tenho medo que me esqueças, que te fartes, que deixes de querer iluminar o meu sorriso com a tua presença e que eu te faça feliz.

Talvez sejam pensamentos banais que de pouco valem, mas por vezes é tão complicado entregar-me a ti com a maior confiança rodeada de todo este medo.

Tenho medo quando me contas o teu passado; tenho medo quando me falas do que se passa; tenho medo quando não estás por perto; tenho medo quando me dizes para não ter medo ... tenho medo te perder.