Hoje sei que nada vale a pena. Não me condenem por falar assim, de uma forma tão bruta ou fria. Mas é a verdade e temos que nos acostumar a ela... É simples, nada merece as nossas lágrimas, os nossos dias tristes, a vida é curta de mais para deixarmos que tal aconteça e mais, é NOSSA! Nossa e de mais ninguém, portanto em nada ela depende dos outros. Fazemos o que queremos dela, e apenas isso. Escolhemos que rumo lhe queremos dar, quem queremos que entre nela, mas também podemos escolher quem queremos expulsar e colocar um papel à porta a dizer "proíbida a entrada a ..." de modo a que essa pessoa não volto a tentar sequer perturbar as nossas vidas.
Hoje sei que desistir não é para fracos, aliás, percebi também que há muitas formas de desistir e nem sempre podem ou devem ser condenadas. Acredito piamente que devemos lutar até sentirmos que não vale realmente a pena. E não, não concordo com a frase vulgar de "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", pois é preciso viver e viver não é sobreviver à espera de alguém, viver é fazer algo por nós, e se aquilo porque tanto lutamos não está a resultar então há que seguir em frente. Amar é também saber partir e deixar partir. Amar é lutar pela felicidade dessa pessoa e se a felicidade dela não é connosco então temos que a soltar, deixá-la ser livre, e amar a nossa vida é também isso, darmos-lhe asas, não a acorrentar a algo ou alguém porque isso é limitá-la. Amar a vida e querer viver é abrir os nossos horizontes, explorar tudo o que há para explorar e não parar no tempo na esperança de que aquilo que julgamos querer nos dê breves e escassos momentos de felicidade.
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