Hoje sei que vou perder tudo aquilo que me faz bem. E de quem é a culpa? Apenas minha. De tanto querer que não posso querer, de tanto não saber que não posso prender, de tanto questionar que não me posso afirmar, de tanto gostar que tenho que dar asas. E gostar é isso mesmo. Não é agarrar, usar e brincar como se aquilo que amamos pudesse esperar pelas nossas respostas a todas as nossas questões. Ás vezes é preciso saber largar, saber dar asas... No fundo, saber deixar ir. Custa tanto despedir-me daquilo que quero - mas que no fundo não sei o que é - , é como deixar voar um pedaço de mim, do meu lado bom, daquele em que sorrio e sou feliz. Choro à noite mas não é por aquilo , é sim por não entender o que é o meu "aquilo". É a incerteza, as dúvidas e questões que me atormentam e me consomem. É tudo aquilo de que já tantas certezas tive e agora se resumem a um mar de incógnitas. Já não sei até onde mais posso ir, não sei em que livros procurar, em que enciclopédias mergulhar, em que rede na internet lutar em busca de uma - e só uma - resposta. Seria o suficiente para me sentir feliz. Mas não é possível. Há palavras que ferem, gestos que magoam, olhares que nos tocam. E sentimo-nos impotentes porque qualquer gesto em falso pode ser fatal. Qualquer jogada mal feita pode magoar um outro coração que não nos pertence.
Levanta a cabeça. Tens que ser forte. Chora, chora quando o teu coração apertar, grita quando o nó da garganta não sair, mas não desistas dos teus sonhos.
Não desistas de ti.
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