terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

um mar de reticências sinónimas de hesitações

Oh! Se eu pudesse pedir um, e apenas um, desejo neste dia de S. Valentim, eu pedia a capacidade de invadir o teu mundo como tu invades o meu, tocar a tua ingenuidade, penetrar no teu abraço, abrigar-me no teu beijo, deliciar-me no teu cheiro e, finalmente, adormecer no teu pensamento. Sabes o que mais gosto em ti? A tua simples existência em mim... E sabes o que mais gosto em mim? A memória de ti e o sentimento que me faz querer-te desta maneira tão discretamente louca. Ai, se as palavras que hoje digo pudessem mudar o teu (e consequentemente o meu) mundo, eu sentia-me uma rapariga realizada, ou mais, sentia-me mesmo uma mulher realizada.
Mas escuta, não falo para que mais ninguém oiça, sussuro baixinho para ti, meu amor. E recordo, oh se recordo a vida que outrora vivi...ou vivemos! Recordo cada toque, cada cheiro. Sorrio com as nossas gargalhadas, e fico triste quando me chegam as discussões...puras perdas de tempo, capazes de destruir o aparentemente indistrutivel.
Não te suplico amor eterno, não... suplico apenas pela tua felicidade ... e amar, bem ... amar, ouvi (ou disse - não sei bem) um dia que é também (entre outra milhentas coisas extraordinárias) a capacidade de deixar ir, deixar voar. É saber lutar pela felicidade de quem amamos. Por isso, sorri... Sorri mas com o coração!! Porque com certeza que assim também sorrirei contigo (se estiveres feliz do coração). 
Mas é verdade meu querido, adorava passar este dia do amor, ou da paixão se assim lhe quiseres chamar, contigo... Aí, era eu que sorria do coração.
Sinto-me como o céu e tu o mar que ainda não encontraram o seu lugar no mundo. Ainda não encontraram o horizonte onde nos fundiamos num só e o qual ninguém seria capaz de dizer onde terminavas tu e começava eu, onde ninguém poderia tocar nem destruir, mas todos gostariam de contemplar. 
Sinto em mim o desejo avassalador do teu regresso ao mesmo tempo que a razão (bem dita pela tua voz) me manda seguir o meu rumo, sem ti. Mas sem ti eu não sigo... Normalmente até costumo dizer que a minha vida é um livro, sabes? E tu encarregaste-te de ocupar umas páginas bem definidas e marcadas desse me livro e, por isso, se seguir não é sem ti, sigo contigo num lugar especial que conquistaste no meu coração e há um carinho que não vai desaparecer... Nós não deixamos de gostar das pessoas de quem gostamos (isto se elas não mudarem, claro!) podemos apenas deixar de estar apaixonados... Mas o carinho, esse fica sempre!
Hoje sinto a dor de ficar e tu a liberdade de partir... Um dia, com certeza sentirei, também eu a liberdade de sair rumo a ul qualquer lugar, sendo que tu não pretendes, ou não podes, conquistar a liberdade de ficar... a liberdade de amar. É sem dúvida o sentimento acorrentado mas livre e bonito que existe! 
Gostava também, neste dia de S.Valentim de receber uma carta tua, apesar da reacionalidade me mostrar o quão ridículo é esse desejo...
Eu adoro-te por aquilo que és e quero-te por aquilo em que me tornas! 

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